É agora.
E como é bom contemplar o caminho que me trouxe até aqui. Palavra do dia: contentamento. Nem sempre é fácil crescer, mas é necessário.
É agora.
E como é bom contemplar o caminho que me trouxe até aqui. Palavra do dia: contentamento. Nem sempre é fácil crescer, mas é necessário.
‘Porque Deus amou ao mundo de TAL MANEIRA que deu seu Filho Unigênito, para que todo que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna’ João 3.16
Antes mesmo que eu nascesse o primeiro milagre já havia começado a ser realizado em minha vida. A minha mãe biológica na época não tinha condições de me criar. Foi ai que surgiu a idéia de espalhar pelo bairro se alguém queria uma criança que em breve nasceria e depois de muito procurar encontrou.
Em uma bela noite típica de São Paulo nasci e logo fui preparado para habitar em um lar que a princípio não era o meu. Ao sair de casa a minha mãe adotiva só disse para o meu pai que estava indo busca pão. Fez o percurso todo orando para que o meu pai aceitasse. Ao retornar me trouxe embrulhado em um saco de pão, segundo ela a alegria foi imensa por ambas as partes porque não podiam ter filhos.
Quando eu tinha sete anos, a casa estava agitada com a preparação de um bolo. Entre farinha, leite, ovos e uma pequena discussão a minha mãe me chamou na cozinha. Assim que cheguei me disse que eu não havia nascido dela, na hora só olhei fundo em seus olhos e disse que não fazia diferença pra mim. A garra, esforço, dedicação e empenho no qual os dois cuidavam de mim já havia rompido essa barreira.
Infelizmente na minha pré- adolescência, pela manhã, meu pai acordou muito mal e mesmo assim não queria ir ao médico. Policiais, enfermeiros, parentes estiveram aqui em casa e ninguém o convenciam até que a minha mãe conseguiu. Quando saímos à ambulância, lembro que a rua estava cheia e foi aquela confusão. No hospital ele encontrou uma enfermeira que era evangélica e depois de muita conversa o coração do homem mais duro que eu conheci, se dobrou. Ele aceitou a Cristo e morreu segundo algumas pessoas.
Por um ano fiquei em depressão, a minha rotina era casa/escola e foi nesta época que perdi algumas amizades de infância. Apesar de ter crescido em uma igreja, não entendia a revelação de Deus como Pai. Até que um dia, recebemos um convite para ir a uma cantata de natal em outra igreja (IBNA). Era final de 2002 quando a minha nova vida começou. Em cada música e gestos de dança sentia o Senhor me tocando e demonstrando a sua paternidade em minha vida.
Desde então procurei o conhecer mais. Compreendi finalmente o TAL AMOR e principalmente a LIBERDADE que tenho para tomar as minhas decisões. O desejo do nosso Pai desde o início é estar perto de nós, compartilhando cada momento. Nem que para isso tenha visto o seu único filho sendo humilhado na Cruz, só para que Eu e Você tivéssemos o direito de sermos chamados de FILHOS também. Hoje ele te convida a fazer uma escolha, estar mais perto ou não.
IL